PLP 017 – Advanced - Dialogue about the weather in Portugal

Topic: Dialogue about the weather in Portugal

Olá everybody!

This advanced episode is a dialogue about the weather. 

This episode:

  • Focuses on the vocabulary of the previous two episodes, about the weather.

  • Has a non-scripted dialogue spoken in natural speed (Lisbon area accent).

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Dialogue

– Bom então vamos falar um bocadinho sobre o tempo. Então, por exemplo, diz-me como é que esteve o tempo ontem em Lisboa. Estiveste em Lisboa, não estiveste?

– Estive, pois, tive que ir trabalhar, não é? Ontem foi Sexta-feira. Portanto o tempo ontem em Lisboa, se me lembro, esteve... esteve com o céu bastante enevoado, bastante carregado (heavy). Penso que não cheguei a apanhar chuva, apesar de ter chuviscado. Chuviscou um pouco, mas o meu chapéu não se molhou.

– Ok, então choveu mesmo só um bocadinho, não choveu muito.

– Sim, choveu um bocadinho e não enquanto eu estive na rua. Portanto, penso que estava já a trabalhar quando vi chover. Mas não foi assim uma chuva muito muito forte. Foi um aguaceiro.

– Portanto, algo que durou pouco tempo. E em termos de temperatura, como é que estava a temperatura?

– Ui, estava muito frio! Estava gelado. Eu penso que estavam quatro graus de manhã quando eu fui para o trabalho.

– Quatro graus!?

– Quatro graus!

– Não pode ser...

– Quando nesta altura costumam estar doze, treze graus em Lisboa, em média. Mas estavam praí (para aí: approximately) quatro graus e um vento muito, muito... que dava uma sensação de uma temperatura ainda mais baixa.

– Exactamente. Então, portanto, achas que este Inverno está a ser extremamente rigoroso.

– Eu penso que sim. Penso que já não via um Inverno assim tão rigoroso, chuva e frio, desde os meus tempos de infância, que já lá vai alguns aninhos. Portanto, eu penso que este Inverno, com estas temperaturas, com tanta geada que tem aparecido, com uma chuva persistente, dias e dias de chuva, e vento, também, para além de não falarmos da agitação marítima que tem sido muito, muito persistente, eu penso que estamos a falar de um Inverno rigoroso. E sei que agora a Serra da Estrela (highest mountain range in Continental Portugal) está coberta de neve.

– Portanto, houve um nevão (snow shower) agora há pouco tempo, não é?

– Houve um nevão, vários dias a nevar, e até chegou a cotas (altitude) bastante baixas.

– Interessante, muito intressante. E relativamente à agitação marítima, nós tivémos informação nas notícias, há pouco tempo, de que haveria uma tempestade no mar e que as ondas atingiriam alturas muito elevadas, portanto, ondas de vinte metros. Isso chegou a acontecer?

– Eu penso que não se chegaram a atingir essas ondas tão altas de vinte metros. Falaram inclusivé num tufão ou num fenómeno meteorológico dessa natureza, mas penso que as ondas não chegaram a atingir esses vinte metros. Penso que ficaram, tipo (like), oito metros. De qualquer forma foi suficiente para que tenha acontecido o arrastamento (arrastar: to drag) de várias pessoas pelo mar.

– Agora falando de algo completamente diferente. Por exemplo, o Verão. Como é que costuma ser o Verão que tu conheces em Portugal?

– O Verão em Portugal, de um modo geral, é muito quente. E muito... e muitas vezes ventoso. É um vento que, às vezes, se torna frio. Mas durante o dia as temperaturas podem atingir trinta graus, até mais. Nas zonas mais de interior, as temperaturas sobem mais. Por exemplo, no interior do Alentejo, Castelo Branco, pode-se chegar a quarenta graus e até mais, e as noites são bem mais quentes, portanto, onde não há aquele refrescamento (cooling) pelo vento que existe junto ao mar.

– Em termos de tempestades, tens ideia, ou lembras-te de alguma tempestade que te tenha marcado? Algo que tenha tido, por exemplo, um tufão?

– Penso que, há dois anos ou três, uma tromba-d’água (waterspout), ali na zona de Oeste (coastal region north of Lisbon, that stretches until Leiria). Que, portanto, foi uma tempestade muito forte, muito violenta, muito localizada, um vento fortíssimo e uma chuva imensa, varreu (varrer: to wipe) uma zona relativamente pequena e destruiu tudo o que havia. Levou, arrancou estufas, portanto, causou ali uma destruição muito grande.

– Por falar em tempestades, trovoada, é comum haver trovoada aqui nesta, nesta zona de Lisboa?

– Sim, olha eu..., por acaso não me lembro agora se este ano já, já se assistiu a uma trovoada assim significativa. Aqui em Lisboa, às vezes, há uma trovoada ou outra. Não há nada assim de muito... muito aflitivo (that causes torment). Se formos falar na zona de montanha, na Serra da Estrela, aí as trovoadas podem ser violentas e muito fortes. Também há pessoas que têm muito medo de trovoada.

– É verdade! Tu tens medo das trovoadas?

– Não, eu até gosto de trovoadas (I actually like thunderstorms).

– Sim, é pena (it’s unfortunate) não haver mais, pelo menos aqui nesta zona.

– Pois, às vezes, quando uma pessoa está em casa já à noite, e até na cama e começa assim a ouvir uma tempestade como uma trovoada, até sabe bem.

– Muito bem! Então, falámos um bocadinho sobre o tempo. E agradeço muito a tua disponibilidade.

– Ora essa! Sempre às ordens! (Don’t mention it! At your disposal!)

– Até à próxima!

– Adeus!

 

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