PLP 073 - Intermediate - Short story in Portuguese - At the doctor's office

Short story in European Portuguese: at the doctor's office.

Olá!

Bem vindos ao episódio 73 do Portuguese Lab Podcast.

Today we’ll continue to talk about going to the doctor. Today I have a short text that includes the vocabulary we’ve seen in episode 72. Besides that, the text is in the past, so it’s another good opportunity to conjugate verb in the past (pretérito perfeito simples and pretérito imperfeito).

the episodes and they are useful to you, leave a review on iTunes!!

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Text

O Sr. António acordou com tantas dores de costas que foi um problema levantar-se! Foi curvado até à casa de banho e, depois, foi curvado e a gemer até à cozinha onde comeu uma fatia de pão com queijo.

Ainda não tinha acabado de comer quando decidiu marcar uma consulta com o seu médico de família. Pegou no telefone e marcou o número do centro de saúde, que está num papel sempre colado ao telefone.

A mulher ao telefone reconheceu a voz do Sr. António, mas não disse nada e perguntou-lhe qual era o nome do médico de família. Ele disse que o seu médico era o Dr. Pinheiro. Segundo a operadora ao telefone, o médico iria estar disponível dentro de uma semana.

— Uma semana? — gritou o Sr. António ao telefone. — Daqui a uma semana estou morto!

— Bem, se o senhor está assim tão mal pode ir às urgências do hospital. — disse a mulher.

— Para apanhar mais doenças? Não obrigado. — respondeu o Sr. António.

— Então venha cá hoje. Pode ser que o Sr. Dr. o consiga ver entre consultas. — sugeriu a mulher

O Sr. António ficou satisfeito com a proposta e foi calçar os sapatos imediatamente. Curiosamente já se estava a sentir melhor.

 
 
Portuguese Lab Podcast - European Portuguese - 73 - Short story in European Portuguese at the doctors office.jpg
 
 

Chegou ao centro de saúde, dirigiu-se ao balcão e explicou a situação à rececionista que também já o conhecia bem.

— Tem o seu cartão de utente consigo? — perguntou ela.

— Claro, menina. Aqui está. Não tenho de pagar a taxa moderadora, pois não? — perguntou ele.

— Não, está isento. Não se recorda? — perguntou ela.

Depois de inserir a informação no computador a rececionista disse-lhe para esperar na sala de espera. Provavelmente tinha de esperar um bocado até ser atendido. Depois de uma hora e meia o médico abriu a porta do consultório e chamou o nome do Sr. António.

Ele levantou-se com uma mão nas costas e entrou no consultório já a falar:

— Ai, Sr. Dr., sabe lá! — disse ele com uma voz trémula.

— Então, o que o traz por cá? — perguntou o médico.

Estou cheio de dores de costas, Sr. Dr.. Acho que desta é que é. — disse o homem ainda com a mão nas costas.

— Não diga isso, que o senhor tem uma saúde de ferro!

O médico perguntou-lhe quando é que as dores tinham começado e o paciente explicou, com grande pormenor, que tinha adormecido no sofá na noite anterior, e que o sofá tem umas molas partidas, e que dormiu a noite toda com dois gatos em cima.

O médico revirou os olhos e começou a escrever num papel.

— Então Sr. Dr. vou dar entrada no hospital? — perguntou o Sr. António.

O Sr. António acordou com tantas dores de costas que foi um problema levantar-se! Foi curvado até à casa de banho e, depois, foi curvado e a gemer até à cozinha onde comeu uma fatia de pão com queijo.

— Não, não.

— Então, vai passar-me uma receita?

— Também não.

— Ah, já sei! É uma credencial para um especialista? Boa ideia!

— Não, também não é isso. É a morada para um lar de idosos. Ouvi dizer que é muito bom. — disse o médico a dar-lhe o papel.

— Um lar? — perguntou o Sr. António a levantar-se bruscamente. — O que eu preciso é de ir levantar uns barris de vinho, que isto passa! Um bom dia e com licença!

O Sr. António saiu do consultório sem fechar a porta e até fez vento a passar na sala de espera. Quando saiu do centro de saúde dirigiu-se à tasca mais próxima.

 

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