Listening practice - A2 - Era sábado

Welcome to another episode of Portuguese listening practice!

In this series, designed for upper beginners and beyond, we’ll explore everyday situations in Portugal and other useful topics to help you improve your listening comprehension, expand your vocabulary, and reinforce grammar in context.

In this episode, a simple trip to the butcher shop takes an unexpected turn when I discover that all the stores are closed. 

You can follow along with the transcript. Enjoy the story!

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Listening Practice - A2-B1 - Era sábado
Portuguese Lab

Transcript

Eu precisava de ir ao talho. Precisava de carne de vaca, frango, porco e perú. Era sábado, por isso, para evitar filas, saí de casa cedo e estacionei perto.

Saí do carro com o meu saco de compras na mão e fui apressadamente pela calçada. Cheguei ao talho, mas as suas portas de vidro não abriram. Geralmente, abriam automaticamente. Mas naquele dia, ficaram fechadas.

Aproximei o nariz do vidro e olhei para o interior. As vitrines, onde costumavam estar todas as peças de carne, estavam vazias. Em vez de ver várias pessoas a serem atendidas, não estava lá ninguém.

Eu olhei para o telemóvel para confirmar as horas. Eram oito e quarenta. O talho já devia estar aberto.

Olhei em volta. A rua estava vazia. Eu tinha passado pelas lojas com tanta pressa, que não tinha percebido que o café estava fechado, a mercearia também estava fechada. Até a retrosaria tinha as portas fechadas.

Cocei a cabeça. Na noite anterior, tinha aberto o frigorífico e descoberto que estava vazio. Para o jantar, tinha acabado por abrir uma lata de atum e comê-lo com uma fatia de pão rijo. Depois, tinha empurrado tudo com um copo de água para esquecer a insatisfação. Era urgente ir às compras.

A caminho do carro, olhei para o telemóvel outra vez. Tinha visto bem a hora, mas não tinha visto bem a data. Afinal, era domingo! O susto desapareceu rapidamente porque, felizmente, o hipermercado não fechava ao domingo.

O problema é que ia estar cheio. O parque de estacionamento ia estar cheio; os corredores de produtos iam estar cheios de carrinhos; as filas para pagar iam estar enormes. O melhor era ir só ao fim da tarde.

Entrei no carro e liguei o motor, mas a minha satisfação desapareceu de novo. Tinha-me apercebido entretanto de que ia ter de comer outra vez pão rijo com atum ao almoço.